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28 de janeiro: Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo


Só em 2024, 2.004 trabalhadores foram resgatados em condições de trabalho análogas à escravidão, segundo dados oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego).

Ou seja, somando todos os resgates feitos desde o início do programa de combate ao trabalho escravo, que começou em 1995, o país já resgatou 65 mil trabalhadores em condições sub-humanas.

A divulgação dos números faz parte da celebração, nesta terça-feira (28), do Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.

Os números mostram que, apesar de todo o trabalho desenvolvido, infelizmente o país ainda não conseguiu abolir por completo o trabalho degradante, com jornadas exaustivas e restrição da liberdade. E, a cada dia, novas denúncias surgem.

Dados assustam
Segundo o levantamento do MTE, a atividade com maior número de trabalhadores resgatados em condições análogas à escravidão foi a construção civil (293 pessoas). Deste total, 163 eram operários chineses encontrados nas obras de uma fábrica de automóveis da empresa BYD, em Camaçari (BA), em dezembro _o maior do ano.

Depois da construção civil, o trabalho rural é a segunda atividade com maior número de resgates: 214 foram resgatados do cultivo de café, seguido por cultivo de cebola (194) e serviços de preparação da terra para cultivo e colheita (12).

Além disso, 19 pessoas foram resgatadas do serviço doméstico escravo, em 2024. É o caso, por exemplo, de uma trabalhadora negra, de 61 anos, encontrada na casa de uma vereadora, de Minas Gerais, onde trabalhava sem direitos há 28 anos.

Minas gerais é o estado que teve o maior número de resgatados (500), seguido por São Paulo (467), Bahia (198), Goiás (155) e Pernambuco (137).

Repúdio
O STPMJ repudia tais práticas e reitera sua luta total e irrestrita em defesa dos Direitos Humanos.

“Não podemos admitir condições de trabalho desumanas, em nenhuma hipótese. Todos devemos estar atentos ao enfrentamento ao trabalho análogo à escravidão. A luta por condições de trabalho humanas e dignas para todos deve ser permanente”, disse a presidente do Sindicato, Sueli Alves da Cruz.

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