Em assembleia realizada na noite desta quinta-feira (26), os servidores municipais de Jacareí mostraram unidade e força ao aprovar o reajuste salarial de 5,4% proposto pela Prefeitura — índice que garante a reposição da inflação (3,81%) e um ganho real de 1,59%.
A aprovação, que teve apenas um voto contrário, considerou a proposta razoável, já que se aproximou do índice reivindicado, de 5,81%.
Também foi aprovado, por unanimidade, o reajuste de 10% no Vale Alimentação (VA), que passa de R$ 300 para R$ 330.
Já a proposta para o Vale Refeição (VR) foi rejeitada de forma clara pela categoria. A Prefeitura propôs um reajuste de apenas 10%, o que representa um aumento de R$ 3 por dia (de R$ 30 para R$ 33). Para os servidores, o valor é totalmente insuficiente diante do alto custo das refeições fora de casa.
A decisão considerou a realidade enfrentada no dia a dia: comer fora está cada vez mais caro. Além disso, é preciso considerar que alta nos preços dos alimentos, somada ao aumento do petróleo e às incertezas do cenário internacional, deve continuar pressionando os custos e impactando diretamente o bolso dos trabalhadores nos próximos meses.
Diante disso, o Sindicato irá oficiar a Prefeitura e exigir a reabertura imediata das negociações para tratar do VR.
“Não é aceitável que, diante de um custo de vida cada vez mais alto, a Prefeitura apresente uma proposta tão baixa. Um aumento de R$ 3 não atende a realidade dos servidores. Vamos voltar à mesa de negociação para negociar um valor justo”, afirmou a presidente do Sindicato, Sueli Cruz.
Pauta Social: poucos avanços
Sobre a ampla pauta social enviada, o único avanço foi na reestruturação da referência 3 dos ASMs (Auxiliares de Serviço Municipal), que hoje está apenas R$ 8 acima do salário mínimo — uma distorção que precisa ser corrigida com urgência.
A Prefeitura informou que enviará à Câmara um projeto de lei para tratar desse reajuste, junto com o projeto da revisão salarial.
Para todos os demais pontos, a resposta da administração foi que estão em estudo ou análise de viabilidade.
Já em relação às Leis 226/26 (Descongela) e 15.326/26 (enquadramento dos ADIs e AAEs), a prefeitura informou que os temas seguem em análise jurídica e financeira, com previsão de nova discussão apenas no segundo semestre, após avaliação da arrecadação.
Para o Sindicato, essa posição é inaceitável. “Lei é para ser cumprida, não para ficar sendo adiada. Já entendemos que se quisermos que esses direitos saiam do papel, será preciso mobilização, pressão e participação da categoria”, destacou Sueli Cruz.
O Sindicato reforça a importância da unidade dos servidores e convoca todos a permanecerem atentos às próximas ações e mobilizações.
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