O STPMJ (Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais de Jacareí) repudia veementemente a publicação do decreto nº 738/2026 no Boletim Oficial do Município de Jacareí desta quarta-feira (7). Sob o pretexto de “equilíbrio financeiro”, o artigo 3º, parágrafo 3º, escancara uma grave e inaceitável ameaça aos servidores públicos: a proibição de reajuste salarial a partir de 2027 caso o município registre insuficiência de caixa por dois anos consecutivos.
Mais uma vez, a gestão municipal tenta impor à categoria o ônus de uma crise gerada por sua própria incompetência administrativa. Isso é inadmissível!
Prejuízo não é dos Servidores!
O Sindicato é categórico: a Campanha Salarial dos servidores de Jacareí é inegociável. Os trabalhadores que sustentam o serviço público já enfrentam a corrosão de seus salários e exigem respeito e valorização, não ataques frontais aos seus direitos fundamentais.
O argumento do equilíbrio fiscal não cola. A responsabilidade fiscal de um administrador exige prioridades, mas a realidade de Jacareí fala por si: os gastos com a folha de pagamento estão muito abaixo do limite de 54% da Receita Corrente Líquida. Portanto, qualquer desequilíbrio financeiro não é culpa dos servidores!
Cortar gastos de outras fontes
Se a ordem é cortar gastos, que a administração comece pelos verdadeiros ralos do dinheiro público: contratos terceirizados e servidores comissionados.
Exemplo claro é o Contrato nº 113593/2026, firmado sem licitação, no valor de R$ 260 mil com o escritório Manesco Advogados — curiosamente contratado para defender a Prefeitura justamente nos processos contra o anuênio dos servidores. Ou seja: para atacar direitos da categoria, nunca falta verba.
Que o Executivo reveja suas próprias escolhas em vez de penalizar quem está na ponta garantindo o atendimento à população.
Servidor é prioridade!
Os servidores não são nem nunca serão culpados pela má gestão! Nossa campanha salarial não está à venda, nossos direitos não são moeda de troca e nossa dignidade não será negociada.
Exigimos respeito, valorização e responsabilidade com o dinheiro público. Não aceitaremos ameaças!

