O Sindicato se reuniu com o prefeito Celso Florêncio (PL), na última sexta-feira (27), para tratar das reivindicações da categoria.
A abertura das negociações, que não tinha ocorrido durante a Campanha Salarial, foi uma das conquistas da última greve da categoria, que aconteceu em maio.
No entanto, quanto às reivindicações econômicas, nada avançou. O prefeito segue alegando cenário desfavorável, devido aos problemas de caixa da prefeitura. Ele ainda argumenta já ter repassado a reposição da inflação e que isso é o máximo que consegue, nesse momento.
Diante da insistência do Sindicato sobre a urgente necessidade de combater a defasagem salarial, ele informou que a administração está fazendo estudos para promover o combate à sonegação tributária (ICMS, ISS, etc), além de recadastramento dos imóveis da cidade para avaliar um possível reajuste no IPTU do município, que está congelado há 9 anos.
Segundo ele, essas medidas, após implementadas, irão aumentar a receita e possibilitar que a prefeitura apresente um plano de recomposição das perdas salariais dos servidores referente ao período da pandemia.
O Sindicato deixou claro que espera que esse planejamento de recomposição das perdas seja apresentado o quanto antes, porque os servidores não vão esperar por anos. Afinal, a defasagem é grave e os servidores estão perdendo o poder de compra.
Ficou acertado que uma nova reunião será realizada dentro de 30 dias.
Pauta social
Durante a conversa, o prefeito informou ter feito alguns encaminhamentos para atender parte das reivindicações encaminhadas pela categoria, no que se refere às melhorias das condições de trabalho. No entanto, segundo ele, as reivindicações que demandam gastos financeiros ainda estão sob análise.
Referente à pauta de educação, o prefeito assegurou que não terão câmeras dentro das salas de aula. E que, atendendo a reivindicação dos professores, o H.A. no formato online ou híbrido está sendo estudado e será apresentado na próxima reunião.
Além disso, a administração também se comprometeu a retomar os exames periódicos e revisar das regras para abertura de Processos Administrativos, que tanto estão penalizando os servidores municipais, além de elaborar um plano de manutenção dos equipamentos públicos que estão em condições precárias, afetando, inclusive, o trabalho dos servidores.
“Mas, precisamos de mais salários também. Deixamos claro que a principal luta é por valorização financeira das carreiras municipais. A suspensão da greve foi um voto de confiança que demos para o prefeito e esperamos que ele cumpra a palavra porque o estado de mobilização continua”, disse a presidente do Sindicato, Sueli Cruz.
Confira o ofício enviado pela administração ao Sindicato, sobre as reivindicações encaminhadas:
OFICIO_STPMJ_-resposta-pos-greve-governo
