A próxima sexta-feira, dia 1º de maio – Dia do Trabalhador, é uma data histórica da classe trabalhadora em todo o mundo. É dia de sair às ruas, na luta pelas reivindicações da nossa classe.
Neste dia, o STPMJ participará do ato classista, combativo e internacionalista convocado pela sua central sindical, a CSP-Conlutas, que acontece na Praça da República, em São Paulo, a partir das 9h.
O Sindicato levará uma caravana para o ato, que sairá do Sindicato às 7h. Portanto, o sócio que quiser participar, basta se inscrever na recepção do Sindicato, com a Jéssica, presencialmente ou pelo whatsapp 12 99789-8594.
Entenda as principais reivindicações do ato
Fim da escala 6×1 e redução da jornada, já! – uma das principais bandeiras deste 1° de Maio, sem dúvida, é o fim da escala 6×1, símbolo de um regime de superexploração que rouba a vida de milhões de trabalhadores, e a redução da jornada de trabalho para 36h, sem redução de salário, já!
No momento em que no Congresso, deputados da ultradireita estão articulando para impedir e desvirtuar nossa pauta, e o governo Lula se propõe a conciliar para atender os interesses patronais, só a mobilização pode impedir qualquer ataque e garantir a conquista das reivindicações.
Basta de feminicídios! – é inaceitável a epidemia de feminicídios. Mulheres seguem sendo assassinadas, violentadas e submetidas à dupla exploração, no trabalho e dentro de casa, sem políticas efetivas de proteção do Estado.
Levaremos às ruas a luta em defesa das mulheres trabalhadoras, exigindo o combate efetivo à violência machista, e financiamento público para proteção às vítimas e punição aos agressores.
Contra privatizações e em defesa da soberania – o ato de 1º de Maio também levantará a bandeira da luta contra as privatizações e em defesa da soberania nacional. Não aceitaremos a entrega das riquezas do país ao capital estrangeiro e aos grandes grupos empresariais.
Defender as terras raras, os recursos naturais, os serviços públicos e a criação de empresas estatais estratégicas para controlar a exploração dos minerais críticos, é parte da luta para colocar a economia a serviço das necessidades populares, e não dos interesses do mercado.
Basta de arcabouço fiscal e reformas neoliberais – enquanto faltam recursos para saúde, educação, moradia e direitos sociais, sobra dinheiro para garantir lucros recordes ao sistema financeiro. Estaremos nas ruas contra o Arcabouço Fiscal e a reforma administrativa do governo Lula, que mantém a lógica de cortes nos investimentos sociais, ataques ao funcionalismo e subordinação do Orçamento do país aos interesses dos banqueiros.
Queremos a revogação das reformas Trabalhista, da Previdência, a Lei das Terceirizações Irrestritas.
Demarcação de territórios e reforma agrária, já! – a defesa da demarcação das terras indígenas e da reforma agrária também estará no centro das mobilizações. O avanço do agronegócio, da mineração e da grilagem segue impondo violências aos povos originários, tradicionais e camponeses, destruindo territórios e colocando o lucro acima da vida. É preciso enfrentar a concentração da terra e garantir a defesa do meio ambiente, soberania alimentar, reforma agrária e respeito aos direitos dos povos. Não à privatização dos rios da Amazônia! Fora Belo Sun do Xingu!

